Pesquisa e estudo do ambiente são alternativas contra o Aedes

https://ac24horas.com/2021/11/14/pesquisas-com-material-genetico-e-estudo-do-ambiente-sao-alternativas-contra-o-aedes-aegypti/

O Aedes aegypti talvez seja um dos insetos mais temidos pelos brasileiros no âmbito da saúde pública. E esse temor não é infundado, pois o mosquito é o responsável pela transmissão de doenças como zika vírus, chikungunya, febre amarela e a mais conhecida delas: a dengue.

No Acre – um dos estados brasileiros com maior incidência da doença – já foram registrados neste ano, até o início de outubro, 13.714 casos da doença. A incidência registrada aqui – 1.512 casos por grupo de 100 mil habitantes – é a maior do Brasil, segundo dados do último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

O Zika vírus tem taxa de incidência no estado de 21,6 por 100 mil habitantes, com 196 doentes até outubro deste ano, e no caso da chikungunya a taxa é de 25,4 casos por grupo de 100 mil habitantes, com 230 casos no mesmo período de avaliação que o dos dados relativos à dengue.

Apesar de o estado promover ações de sanitização e utilizar métodos tradicionais de combate ao mosquito, o trabalho não tem demonstrado efeitos positivos, como os números demonstram. Campanhas de conscientização e aspersão de veneno são os caminhos básicos, mas sem resultados permanentes a curto prazo.

Um estudo desenvolvido por cientistas israelenses e brasileiros, por meio de pesquisas com material genético e estudo do ambiente, é uma das alternativas aos métodos tradicionais que estão surgindo no combate ao mosquito Aedes Aegypti, comprovadamente uma das maiores ameaças à saúde pública no estado do Acre.

O projeto Controle Natural de Vetores, da Forrest Brasil Tecnologia, está se mostrando eficiente em Ortigueira (PR), numa parceria com o município e uma empresa da região, a Klabin. Implantado em novembro de 2020, em seis meses o estudo apresentou uma redução de 92% da população local de mosquitos.

O número de pessoas doentes também caiu, de 120 para 4, quase 97%, e não foram registradas mortes. O estudo é reconhecido pela comunidade científica internacional e publicado no Journal of Infectious Diseases, revista médica revisada por pares, publicada pela Oxford University Press em nome da Sociedade de Doenças Infecciosas da América, principal referência na área.

ac24horas conversou com a diretora técnica na Forrest Brasil Tecnologia, a bióloga Lisiane Poncio, que esclareceu como funciona o estudo de Controle Natural de Vetores, um novo método baseado na tecnologia TIE que reduz com sucesso a população de mosquitos e limita significativamente a propagação da dengue.

“Consiste na utilização do Inseto Estéril (TIE) e se baseia na soltura massiva e contínua de mosquitos machos estéreis que acasalam com as fêmeas selvagens. Quando as solturas são mantidas, essas fêmeas geram descendentes cada vez menos viáveis (que não propagam a doença), resultando na redução gradual, de mais de 90%, da população local de mosquitos”, explicou.

Lisiane Poncio também disse que a experiência do Controle Natural de Vetores ainda não chegou na Amazônia, mas que o objetivo é de que a técnica, que é única no mundo e que não agride o meio ambiente, seja estendida a todo o Brasil. Segundo ela, como o estudo trabalha com linhagens locais de mosquitos os resultados tendem a ser igualmente efetivos em qualquer região do país.

Para que isso aconteça, a empresa Forrest Brasil Tecnologia busca divulgar o trabalho em outras partes do país e procura parcerias com as secretarias de saúde e empresas privadas nos municípios, a exemplo do que ocorre em Ortigueira, no Paraná. Até o momento, o estudo recebe apenas financiamento externo.

Em todo o Brasil, foram notificados 477.209 casos prováveis de Dengue neste ano (taxa de incidência de 223,7 casos por 100 mil habitantes) até a Semana 39 do Boletim Epidemiológico. Em comparação com o ano de 2020, houve uma redução de 47,8% de casos registrados para o mesmo período analisado.

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