{"id":5503,"date":"2018-03-29T20:22:41","date_gmt":"2018-03-29T23:22:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/?p=5503"},"modified":"2018-03-29T20:29:24","modified_gmt":"2018-03-29T23:29:24","slug":"o-destino-certo-para-ana-liz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/o-destino-certo-para-ana-liz\/","title":{"rendered":"O destino certo para Ana Liz"},"content":{"rendered":"<div id=\"laynot0\">\n<article id=\"conteudo-artigo\">\n<div id=\"texto0\" class=\"texto\">\n<div>\n<div align=\"center\">\n<div class=\"imagefmt\">\n<div class=\"e8 center\">Gina Mardones<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imgz\" title=\"Gina Mardones - Thalita Azevedo com o marido Alexandre Casabranca e a filha: 'Resolvemos compartilhar nossa hist\u00f3ria para poder ajudar outras pessoas a lembrar que sempre tem uma sa\u00edda'\" src=\"https:\/\/www.folhadelondrina.com.br\/img\/2018\/03\/img_4659.jpg\" alt=\"Gina Mardones - Thalita Azevedo com o marido Alexandre Casabranca e a filha: 'Resolvemos compartilhar nossa hist\u00f3ria para poder ajudar outras pessoas a lembrar que sempre tem uma sa\u00edda'\" \/><br \/>\n<span class=\"f12 mgt-5\">Thalita Azevedo com o marido Alexandre Casabranca e a filha: &#8220;Resolvemos compartilhar nossa hist\u00f3ria para poder ajudar outras pessoas a lembrar que sempre tem uma sa\u00edda&#8221;<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<p>O olhar amoroso e o sorriso sem fim da fam\u00edlia Azevedo Casabranca tem um nome: Ana Liz. Com apenas 20 dias de vida, a primog\u00eanita do casal que vive em Londres h\u00e1 mais de cinco anos j\u00e1 fez hist\u00f3ria, pelo menos para sua fam\u00edlia. Ana Liz foi diagnosticada com hidrocefalia, uma doen\u00e7a caracterizada pelo ac\u00famulo de l\u00edquido nas cavidades internas do c\u00e9rebro, que pode comprometer o desenvolvimento da crian\u00e7a e, em casos extremos, levar \u00e0 morte. Os pais vieram para Londrina, onde a beb\u00ea nasceu e passou por uma microcirurgia.<\/p>\n<p>&#8220;Era uma gesta\u00e7\u00e3o normal, at\u00e9 que no ultrassom de 28 semanas descobrimos que ela estava com esse ac\u00famulo de l\u00edquido. Por semana, a dilata\u00e7\u00e3o aumentava cerca de dois mil\u00edmetros de cada lado do c\u00e9rebro, mas com o avan\u00e7ar da gesta\u00e7\u00e3o isso foi aumentando significativamente&#8221;, contou a m\u00e3e Thalita Azevedo. Ela \u00e9 de Camb\u00e9 (regi\u00e3o metropolitana de Londrina) e se mudou para Londres h\u00e1 oito anos, onde atua como chef de cozinha em uma rede hoteleira. Foi no trabalho que ela conheceu o marido Alexandre Casabranca, natural de Vendas Novas (Portugal), tamb\u00e9m chef de cozinha.<\/p>\n<p>O casal passou por momentos de ang\u00fastia e desespero, al\u00e9m do fato de estarem longe de suas fam\u00edlias. &#8220;Os m\u00e9dicos de l\u00e1 (Londres) nos deram duas op\u00e7\u00f5es: abortar, que \u00e9 o que chamam de interrup\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o com o beb\u00ea morto, ou esperar pelo parto normal at\u00e9 42 semanas, com a certeza de que nossa filha teria graves sequelas, como n\u00e3o andar e falar&#8221;, afirmou a m\u00e3e.<\/p>\n<p>No Reino Unido, o aborto \u00e9 legalizado desde 1967. A lei prev\u00ea que nenhuma mulher \u00e9 obrigada a levar a termo uma gravidez indesejada, caso seja atestado que isso \u00e9 prejudicial \u00e0 sua sa\u00fade f\u00edsica ou mental.<\/p>\n<p>O casal buscou informa\u00e7\u00f5es e soube que no Brasil teriam uma possibilidade de tratamento. &#8220;O aborto n\u00e3o era uma op\u00e7\u00e3o para n\u00f3s, mas saber que existia uma chance de trat\u00e1-la para minimizar as sequelas foi uma grande esperan\u00e7a&#8221;, desabafa.<\/p>\n<p>Eles desembarcaram em Londrina no dia 28 de fevereiro e ap\u00f3s exames e muita conversa com a obstetra Lilian Vacari e o neurocirurgi\u00e3o Carlos Zicareli, a pequena Ana Liz passou por cirurgia. O parto foi antecipado (37 semanas) porque o beb\u00ea estava em sofrimento pela hipertens\u00e3o craniana. &#8220;O ideal seria esperar o parto a termo, mas havia evid\u00eancias de sofrimento do beb\u00ea&#8221;, contou Zicareli.<\/p>\n<p>A microcirurgia ocorreu dois dias ap\u00f3s o parto, no Hospital Evang\u00e9lico de Londrina. O neurocirurgi\u00e3o explica que um cateter foi colocado dentro do ventr\u00edculo do c\u00e9rebro, conectado a uma v\u00e1lvula que \u00e9 programada para retirar o l\u00edquido excedente do c\u00e9rebro. &#8220;Esse cateter vai do c\u00e9rebro at\u00e9 o perit\u00f4nio (membrana que reveste os \u00f3rg\u00e3os abdominais), onde se tem muito l\u00edquido pr\u00f3prio do organismo. Todo o excedente vai para essa regi\u00e3o para uma absor\u00e7\u00e3o natural&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O procedimento demorou cerca de 50 minutos e em aproximadamente dez dias Ana Liz teve alta. &#8220;At\u00e9 o presente momento, a crian\u00e7a n\u00e3o apresenta nenhuma altera\u00e7\u00e3o. \u00c9 l\u00f3gico que vamos ter pelo menos uns dois anos de acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, pois h\u00e1 a probabilidade dela ter alguma repercuss\u00e3o, como um comprometimento cognitivo, mas at\u00e9 o momento n\u00e3o podemos afirmar. Ela est\u00e1 saud\u00e1vel&#8221;, destacou o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Para o casal, a conduta m\u00e9dica inglesa tem uma explica\u00e7\u00e3o cultural. &#8220;\u00c9 da cultura deles mesmo. A gente se sentiu desesperado e sem informa\u00e7\u00e3o precisa. Aqui no Brasil, o sentimento foi diferente. Foi de amparo&#8221;, comentou a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Para o pai, &#8220;a sensa\u00e7\u00e3o foi de al\u00edvio e de ter feito a escolha certa&#8221;. Ele deve voltar para Londres ainda hoje (28) e Azevedo ficar\u00e1 mais um m\u00eas na casa da fam\u00edlia. Agora, o mesmo olhar amoroso que n\u00e3o desvia nenhum minuto da pequena Ana Liz, expressa tamb\u00e9m o sentimento de &#8220;dever cumprido&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Nosso Pa\u00eds \u00e9 acolhedor. Resolvemos compartilhar nossa hist\u00f3ria para poder ajudar outras pessoas a lembrar que sempre tem uma sa\u00edda. Sempre tem um lado bom em uma hist\u00f3ria que nem sempre come\u00e7a como esperamos&#8221;, afirma a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico a partir de 24 semanas<\/p>\n<p>A hidrocefalia \u00e9 caracterizada pelo aumento do volume do l\u00edquido cefalorraquidiano, que exerce uma press\u00e3o prejudicial ao tecido cerebral e provoca uma dilata\u00e7\u00e3o anormal do c\u00e9rebro. Segundo o neurocirurgi\u00e3o Carlos Zicareli, o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a pode ser feito hoje intra\u00fatero, a partir da 24\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um exame espec\u00edfico. Um ultrassom de rotina pode detectar essa altera\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma. Com o diagn\u00f3stico confirmado, ser\u00e1 investigado se a crian\u00e7a n\u00e3o apresenta malforma\u00e7\u00f5es. Afastando todas as possibilidades, \u00e9 poss\u00edvel antecipar o parto para tratar a hidrocefalia precocemente, atrav\u00e9s da cirurgia minimamente invasiva chamada DVP (Deriva\u00e7\u00e3o Ventr\u00edculo Peritoneal).<\/p>\n<p>O especialista explica que essa interven\u00e7\u00e3o visa diminuir o tempo de hipertens\u00e3o dentro do c\u00e9rebro, o que possibilita que a crian\u00e7a evolua com menos altera\u00e7\u00f5es comportamentais, cognitivas ou motoras. &#8220;Com menos press\u00e3o na regi\u00e3o do c\u00e9rebro, as chances de sequelas s\u00e3o reduzidas&#8221;, completa.<\/p>\n<p>No entanto, o tratamento cir\u00fargico n\u00e3o atende todos os casos. Essa decis\u00e3o vai depender da sa\u00fade e peso do beb\u00ea e tamb\u00e9m do estado cl\u00ednico da m\u00e3e, al\u00e9m da anu\u00eancia do obstetra, pediatra e neurocirurgi\u00e3o.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica \u00e9 frequente tanto em adultos quanto crian\u00e7as, mas ainda s\u00e3o poucos os casos em que o parto \u00e9 antecipado para este fim. Sobre as causas, Zicareli cita altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas da pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o e alguns fatores externos maternos, como o uso de medica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua durante a gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Micaela Orikasa<br \/>\nReportagem Local<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gina Mardones Thalita Azevedo com o marido Alexandre Casabranca e a filha: &#8220;Resolvemos compartilhar nossa hist\u00f3ria para poder ajudar outras pessoas a lembrar que sempre tem<span class=\"excerpt-hellip\"> [?]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":108,"featured_media":4318,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[159,171],"tags":[],"class_list":["post-5503","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-clientes","category-hospital-evangelico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5503","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/108"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5503"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5503\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}