{"id":5002,"date":"2017-09-25T21:24:24","date_gmt":"2017-09-26T00:24:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/?p=5002"},"modified":"2017-09-25T21:24:24","modified_gmt":"2017-09-26T00:24:24","slug":"sepse-causa-mais-de-200-mil-mortes-por-ano-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/sepse-causa-mais-de-200-mil-mortes-por-ano-no-brasil\/","title":{"rendered":"Sepse causa mais de 200 mil mortes por ano no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Hospital Evang\u00e9lico adota na rotina de atendimentos o protocolo de sepse quando necess\u00e1rioFebre alta, calafrios, dificuldades para respirar, fraqueza, press\u00e3o baixa, taquicardia, diminui\u00e7\u00e3o da quantidade de urina, sonol\u00eancia e at\u00e9 confus\u00e3o mental s\u00e3o sintomas caracter\u00edsticos de v\u00e1rias doen\u00e7as, inclusive sepse. Mais conhecida como infec\u00e7\u00e3o generalizada, a sepse pode ocorrer tamb\u00e9m em apenas um dos \u00f3rg\u00e3os e despertar graves rea\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias por todo o organismo.<\/p>\n<p>A detec\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a nas primeiras horas ap\u00f3s o in\u00edcio dos sintomas e o atendimento adequado poderiam evitar mais de 200 mil mortes por ano no Brasil. No entanto, a redu\u00e7\u00e3o nos \u00f3bitos esbarra na superlota\u00e7\u00e3o dos hospitais, na falta de equipamentos, medicamentos e laborat\u00f3rios e na escassez de profissionais da sa\u00fade para os atendimentos de urg\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo o Ilas (Instituto Latino-americano de Sepse), 25% dos leitos de UTIs no Brasil s\u00e3o ocupados por pacientes que desenvolveram a doen\u00e7a, considerada a principal respons\u00e1vel pelas mortes identificadas na unidade. A infec\u00e7\u00e3o pode atingir crian\u00e7as, adultos e idosos de forma grave, mas ainda \u00e9 pouco conhecida entre a popula\u00e7\u00e3o e, \u00e0s vezes, negligenciada pela equipe m\u00e9dica. Conforme o instituto, a sepse mata mais que infarto do mioc\u00e1rdio.<\/p>\n<p>\u201cQuase ningu\u00e9m sabe o que \u00e9 sepse ou j\u00e1 ouviu falar sobre a doen\u00e7a. \u00c9 importante que a popula\u00e7\u00e3o saiba o que \u00e9 para reconhecer os sinais e sintomas iniciais e procurar ajuda o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. \u00c0s vezes, o paciente chega ao pronto-socorro tardiamente e, por mais que a equipe adote todos os procedimentos, \u00e9 dif\u00edcil controlar a infec\u00e7\u00e3o\u201d, explica a coordenadora do Ilas, Mariana Barbosa Monteiro. A enfermeira esteve em Londrina para participar de um evento de capacita\u00e7\u00e3o promovido pelo HE (Hospital Evang\u00e9lico).<\/p>\n<p>Estudo publicado pelo instituto mostrou que em m\u00e9dia, dos casos de sepse identificados nos hospitais brasileiros, 55% resultam em \u00f3bito. J\u00e1 nos pa\u00edses desenvolvidos, a mortalidade varia de 20% a 25%. Estima-se que mais de 400 mil casos por ano ocorram no Brasil. No entanto, o c\u00e1lculo \u00e9 feito de acordo com os n\u00fameros norte-americanos e j\u00e1 que h\u00e1 subnotifica\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias nos hospitais brasileiros. Neste ano, a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade) incluiu a sepse como uma das prioridades no setor da sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cPara melhorar esses \u00edndices, precisamos de campanhas p\u00fablicas, de pol\u00edticas de sa\u00fade e da implementa\u00e7\u00e3o do protocolo de atendimento nos hospitais. \u00c9 importante que a enfermagem tenha bastante conhecimento para fazer o encaminhamento precoce, que a equipe m\u00e9dica tamb\u00e9m esteja bem treinada e toda a equipe multidisciplinar, como fisioterapeutas, fonoaudi\u00f3logos e psic\u00f3logos, esteja ciente das implica\u00e7\u00f5es da sepse\u201d, ressalta Monteiro.<\/p>\n<p>O Hospital Evang\u00e9lico adota na rotina de atendimentos o protocolo de sepse quando necess\u00e1rio. Na campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o \u201cTempo \u00e9 vida\u201d, a equipe dissemina as informa\u00e7\u00f5es entre os pr\u00f3prios profissionais. Em linhas gerais, o protocolo prev\u00ea a administra\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3tico e a coleta de exames j\u00e1 na primeira hora de atendimento. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio identificar o foco da infec\u00e7\u00e3o e encaminhar o paciente o mais r\u00e1pido poss\u00edvel para um leito de UTI, mas nem sempre h\u00e1 vagas dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cNas primeiras seis horas, h\u00e1 uma sequ\u00eancia de medidas a serem adotadas pelos profissionais. De imediato, a coisa mais importante \u00e9 iniciar o tratamento com antimicrobiano para eliminar a bact\u00e9ria. \u00c9 preciso interromper o crescimento logo no come\u00e7o porque se permitirmos que a bact\u00e9ria se multiplique a situa\u00e7\u00e3o foge do controle\u201d, frisou a m\u00e9dica coordenadora da UTI 2 do HE, Cintia Grion.<\/p>\n<p>A chance de sobreviv\u00eancia do paciente com sepse diminui 8% a cada hora quando n\u00e3o \u00e9 administrada a medica\u00e7\u00e3o adequada. Ao mesmo tempo em que o combate \u00e0 doen\u00e7a exige rapidez, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio ter cautela na utiliza\u00e7\u00e3o do antibi\u00f3tico, conforme lembrou a infectologista do Servi\u00e7o de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar do HE, Fernanda Barros, durante palestra \u00e0 equipe de profissionais.<\/p>\n<p>\u201cUma pesquisa americana apontou que cerca de 70% dos antibi\u00f3ticos s\u00e3o usados de forma adequada. Ent\u00e3o temos 30% utilizados incorretamente. Nesses 70%, mesmo quando h\u00e1 a indica\u00e7\u00e3o para o uso do antibi\u00f3tico, ainda \u00e9 preciso corrigir a dose, o intervalo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o do tratamento. Ent\u00e3o, temos essa mortalidade que aumenta a cada hora, mas tamb\u00e9m existe um uso abusivo. \u00c9 preciso haver equil\u00edbrio para o uso racional\u201d, alertou. O uso excessivo pode contribuir para o aparecimento de bact\u00e9rias cada vez mais resistentes.<\/p>\n<p>NA PEDIATRIA<\/p>\n<p>Na \u00faltima semana, o Hospital Universit\u00e1rio de Londrina passou a adotar um protocolo de sepse tamb\u00e9m para os atendimentos na pediatria. A m\u00e9dica da Comiss\u00e3o de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar do HU e professora de infectologia pedi\u00e1trica da UEL, Jaqueline Capobiango, destacou que o hospital \u00e9 um dos pioneiros no programa voltado \u00e0s crian\u00e7as. \u201cPara a inf\u00e2ncia, n\u00f3s n\u00e3o temos ainda como temos para os adultos um programa sistematizado de abordagem r\u00e1pida. Agora fizemos a abertura do nosso protocolo no Hospital Universit\u00e1rio baseado no Instituto Latino-americano de Sepse para tentar fazer esse diagn\u00f3stico e abordagem o mais r\u00e1pido poss\u00edvel para a pediatria. Toda a equipe do hospital est\u00e1 recebendo treinamento. H\u00e1 poucas publica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de sepse em crian\u00e7as. S\u00e3o muitas vidas que podem ser salvas com interven\u00e7\u00f5es simples, mas em tempo adequado\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Para reduzir a mortalidade em todas as faixas et\u00e1rias, a m\u00e9dica defende que s\u00e3o necess\u00e1rios \u201crecursos humanos, log\u00edstica de trabalho adequada e equipamentos\u201d. \u201cO que adianta estar em um pronto-socorro que n\u00e3o tem ox\u00edmetro? Como fechar o diagn\u00f3stico? \u00c9 preciso ter o m\u00ednimo para atendimento r\u00e1pido, al\u00e9m de treinamento e educa\u00e7\u00e3o continuada. O paciente que j\u00e1 est\u00e1 internado tem um m\u00e9dico respons\u00e1vel e uma enfermeira que est\u00e1 de olho nele. O problema \u00e9 a porta de entrada. \u00c9 aquele paciente que est\u00e1 no pronto-socorro, no corredor do hospital porque n\u00e3o tem leito. A\u00ed \u00e9 que est\u00e1 fazendo a diferen\u00e7a para diminuir essa mortalidade por sepse no Pa\u00eds\u201d, lamentou.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/panoramafarmaceutico.com.br\/2017\/09\/18\/sepse-causa-mais-de-200-mil-mortes-por-ano-no-brasil\/\">Fonte:\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hospital Evang\u00e9lico adota na rotina de atendimentos o protocolo de sepse quando necess\u00e1rioFebre alta, calafrios, dificuldades para respirar, fraqueza, press\u00e3o baixa, taquicardia, diminui\u00e7\u00e3o da quantidade de<span class=\"excerpt-hellip\"> [?]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":108,"featured_media":4985,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[159,171],"tags":[],"class_list":["post-5002","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-clientes","category-hospital-evangelico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5002","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/108"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5002"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5002\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}