{"id":4580,"date":"2017-01-11T20:04:41","date_gmt":"2017-01-11T23:04:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/?p=4580"},"modified":"2017-05-12T20:09:08","modified_gmt":"2017-05-12T23:09:08","slug":"tabagismo-provoca-6-milhoes-de-mortes-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/tabagismo-provoca-6-milhoes-de-mortes-por-ano\/","title":{"rendered":"Tabagismo provoca 6 milh\u00f5es de mortes por ano"},"content":{"rendered":"<p>Reda\u00e7\u00e3o Terra Boa 11 de janeiro de 2017<\/p>\n<p>Estudo defende aumento de impostos sobre o cigarro e melhoria nas pol\u00edticas p\u00fablicas para combater o v\u00edcio<br \/>\nBastou ficar um ano longe do cigarro para a operadora de telemarketing Patr\u00edcia Mariane Rosa e o marido Albieres de Souza, que trabalha na Ceasa em Londrina, juntarem recursos suficientes para comprar um carro. Os dois nem imaginavam quanto o v\u00edcio comprometia o or\u00e7amento familiar. O casal come\u00e7ou a fumar ainda na adolesc\u00eancia por influ\u00eancia dos amigos da escola. Patr\u00edcia decidiu parar quando soube da gravidez. \u201cFiquei mais de um ano sem fumar, mas a\u00ed fiquei mais nervosa, mais ansiosa, comia muito mais, engordei muito e acabei voltando\u201d, explicou. Para ela, o ma\u00e7o dura, aproximadamente, tr\u00eas dias. J\u00e1 o marido tamb\u00e9m n\u00e3o resistiu e hoje consome cerca de dois ma\u00e7os em 24 horas. \u201cJ\u00e1 parei tr\u00eas vezes sozinho. A pele melhora, a respira\u00e7\u00e3o fica melhor, mas \u00e9 dif\u00edcil ficar sem fumar. Hoje em dia tem cigarro em todo lugar. Nossos amigos fumam e tamb\u00e9m acabam oferecendo\u201d, comentou. O casal sabe dos riscos do tabaco e tenta reduzir o consumo dia ap\u00f3s dia. \u201cEu percebo a diferen\u00e7a. Antes tinha mais f\u00f4lego para jogar futebol. Agora j\u00e1 sinto bastante quando jogo\u201d, afirmou Souza.<br \/>\nEstudo publicado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) em parceria com o Instituto Nacional do C\u00e2ncer dos Estados Unidos aponta que cerca de 6 milh\u00f5es de pessoas morrem por ano em raz\u00e3o de doen\u00e7as provocadas pelo tabagismo. No entanto, o n\u00famero de \u00f3bitos deve saltar para 8 milh\u00f5es em 2030. A quantidade de fumantes no mundo j\u00e1 ultrapassa 1,1 bilh\u00e3o, grande parte vive em pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda.<\/p>\n<p>Conforme a pesquisa, os gastos com sa\u00fade e perda de produtividade desencadeada pelo v\u00edcio giram em torno de US$ 1 trilh\u00e3o por ano. Dessa forma, o estudo defende a taxa\u00e7\u00e3o e o aumento do pre\u00e7o do cigarro, al\u00e9m de pol\u00edticas p\u00fablicas mais eficazes para combater o tabagismo.<br \/>\nO oncologista cl\u00ednico do Hospital do C\u00e2ncer de Londrina Gabriel Lima Lopes ressalta que o cigarro \u00e9 respons\u00e1vel pelo maior n\u00famero de mortes evit\u00e1veis no mundo. \u201cUm \u00fanico cigarro j\u00e1 \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade. H\u00e1 estudos que mostram que desde o primeiro contato com a alta temperatura e com os componentes qu\u00edmicos, a pessoa que consome o cigarro j\u00e1 desenvolve altera\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias nos br\u00f4nquios e nos pulm\u00f5es\u201d, alertou.<\/p>\n<p>Para Lopes, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do Estado tentar conter a inicia\u00e7\u00e3o das pessoas ao tabagismo, por meio de aumento da tributa\u00e7\u00e3o e na oferta de terapia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de garantir acesso mais r\u00e1pido aos pneumologistas. \u201c\u00c9 uma epidemia n\u00e3o controlada e \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica. N\u00f3s como m\u00e9dicos ficamos muito angustiados de ver pacientes padecendo por falta de ar e doen\u00e7as causadas pelo cigarro. Quem vive essa realidade entende o sofrimento\u201d, completou o oncologista.<\/p>\n<p><strong>GRUPOS DE APOIO<\/strong><br \/>\nEm Londrina, quem deseja parar de fumar consegue apoio em grupos organizados no ambulat\u00f3rio de tabagismo no Hospital das Cl\u00ednicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e nas unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade. Segundo a enfermeira M\u00e1rcia Regina Pizzo, cerca de mil pessoas j\u00e1 passaram pelo ambulat\u00f3rio da universidade desde 2006. O atendimento em grupo ou individual \u00e9 iniciado ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e a realiza\u00e7\u00e3o de exames. \u201cParar de fumar \u00e9 um processo. A gente trabalha os riscos de reca\u00edda, com as estrat\u00e9gias de enfrentamento e a medica\u00e7\u00e3o, que depende da avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica\u201d, explicou. Per\u00edodos de estresse, decep\u00e7\u00f5es e problemas na fam\u00edlia s\u00e3o momentos desafiadores para quem deseja parar de fumar. O acompanhamento \u00e9 realizado durante um ano. Aproximadamente, 45% dos pacientes conseguem se manter longe do cigarro.<br \/>\nAs unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade de Londrina tamb\u00e9m oferecem grupos de apoio desde 2010. A coordenadora do Programa de Combate ao Tabagismo, Juliana de Oliveira Marques, destaca que os profissionais receberam capacita\u00e7\u00e3o especial para atuar no projeto. \u201cQuem quer parar de fumar deve procurar a unidade b\u00e1sica de sa\u00fade mais perto de casa. A unidade pode indicar o grupo de apoio mais pr\u00f3ximo ou ainda encaminhar o paciente para o Hospital das Cl\u00ednicas da UEL. Nas UBS h\u00e1 novos grupos a cada trimestre\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A troca de experi\u00eancias, segundo ela, faz toda a diferen\u00e7a durante o atendimento. \u201cAs estat\u00edsticas mostram que s\u00f3 3% das pessoas conseguem parar de fumar sozinhas. Estar em grupo \u00e9 melhor para se manter firme. O consumo de cigarro \u00e9 um dos fatores de risco para o desenvolvimento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas como diabetes, depress\u00e3o, c\u00e2ncer e isso n\u00e3o pode ser banalizado\u201d, frisou.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/correioterraboense.com.br\/portal\/blog\/2017\/01\/11\/tabagismo-provoca-6-milhoes-de-mortes-por-ano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fonte<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reda\u00e7\u00e3o Terra Boa 11 de janeiro de 2017 Estudo defende aumento de impostos sobre o cigarro e melhoria nas pol\u00edticas p\u00fablicas para combater o v\u00edcio Bastou<span class=\"excerpt-hellip\"> [?]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":108,"featured_media":4582,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[159,187],"tags":[],"class_list":["post-4580","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-clientes","category-gabriel-lima-lopes-oncologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/108"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4580"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4580\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.inovelondrina.com.br\/agencia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}